As luzes apagadas, eu deitada e minha respiração me levando até outros dias dos quais eu não fiz questão de esquecer. Porque esquecer o que foi bom? Não há motivos. Não aceitei o erro, mas me disfarcei em contentamento. Às vezes a gente se submete. Lembro-me de tantas coisas que no inicio disse e que hoje vivo, lembro-me de quando me mostrou o céu através da tua janela, foi bonito te ver tão cuidadoso comigo e me mostrando que o simples era a felicidade. Sabe eu queria ter controle sobre situações, mas a tempestade quando chega, chega sem avisos prévios e assim me aconteceu. E eu não estava preparada, talvez eu nunca estivesse preparada, aliás, pois sobre essas coisas só mentirosos conseguem suportar, pois fingem felicidade. Mas eu assim como ‘ele’ só sei dizer a verdade e passar essa minha verdade. Se estou bem, todos conseguem me ler, se estou mal, nem eu sei o que fazer, então eu corro, fujo, e tento encontrar abrigo em quem sempre me conforta. E essa pessoa nos últimos dias ficou tão preocupada com minha situação que chegou a chorar comigo e me disse assim, simplesmente por dizer “Porque tu não fica feliz igual às outras meninas? Fica feliz por mim pelo menos. Me livra dessa tua dor. È que não suporto te ver mal.” Ao ouvir tais palavras meu coração gelou, não imaginava conseguir transmitir tambem meus sentimentos ruins, e acabei por abraçá-la e tentei dizer que ela não tinha nada a ver com a situação e que isso logo passaria, foi uma das cenas mais interessantes que eu já protagonizei. Depois, alguns dias se passaram e eu continuei com minhas paranóias, mas não demonstrei meus surtos e me contive. Havia a falta. Havia o desejo. Mas havia tambem a vergonha que era suficiente o bastante pra não mendigar atenção, mas eu sempre caia nesse episódio, porque eu sempre fui sozinha então às vezes mesmo involuntariamente dizia coisas idiotas e ele certamente conseguia entender, entender que era tudo muito recente ainda pra mim, e ele sabia tambem o quanto era difícil. Peculiar era ele e não eu. Ele era peculiar por ter sempre o domínio entre os dedos. E ter nos pensamentos a vontade bonita de ajudar. E certamente os vinte dias foram os mais felizes possíveis. E a fala interrompida era só um sinal, denunciando o fim. O fim talvez pra um começo mais bonito, meu bem.
terça-feira, 26 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Nota
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Mudança
Tenho acordado cedo e dormido tarde. Mas não me sinto cansada. O cansaço foi embora, assim como alguns dos meus medos e toda uma bagagem de coisas negativas. Pois ele veio. Me trazendo o que eu já não acreditava que existia. Trouxe mudança pro meu coração. Me fez ser altruísta, mesmo eu tendo um certo egoísmo na alma.
“- Conversa mais um pouco comigo. Nem precisa dizer nada, só de olhar pro teu rosto já me contento, já fico feliz.”
E quando me perguntam sobre ti, eu digo tudo o que sei da forma mais bonita que sei, porque você é a minha novidade, você é quem faz o meu dia mais alegre, você é quem consegue arrancar de mim todos os sorrisos que eu nunca cheguei a dar, você tem isso de sempre conseguir me cativar, meu menino, que já é crescido e que tem a luz de todo o mundo e que mesmo sem perceber me traz um pouco dessa luz, se hoje eu sou ‘iluminada’ foi somente por tua culpa, culpa tão boa essa que poderia te agradecer todo o tempo se me fosse possível.
Os assuntos fluem naturalmente com você. Te escuto da forma mais atenta possível pra absorver, tudo aquilo que tu diz e eu perto de ti só me vejo crescer. Tudo o que sinto vem principalmente dos sentimentos bons e bonitos que tu me desperta.
Agora existem os planos. E se nós temos os planos à vida segue. E a espera é continua. Mas não é uma espera em vão, como tantas outras que já vivi, sei da diferença, conheço singularidades e te percebo assim. E quando a espera enfim terminar e nos encontrarmos realmente as coisas terão um significado maior e tudo vai ser melhor do que imaginamos a dimensão disso tudo se tornará mais grandiosa ainda, e teremos consciência do quanto a espera valeu a pena.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Nous Deux
Toi et Moi
Todo aquele sol refletido no teu rosto e eu ali do teu lado, envolvida por teus braços. Sentia-me a guria mais feliz de todo o universo. Estar ali era tudo o que eu queria numa manhã tão quentinha quanto aquela. Eu era a tua garota. Eu tinha o teu sorriso. Eu tinha teus olhos, que já eram tão certos e que me transmitiam paz, leveza que só meninos raros possuem. Eu tinha tua mão, e a segurava todas as vezes que o medo vinha. Eu tinha tuas citações que escutava todas as vezes que me sentia sozinha. Eu tinha tua poesia, tua arte que era tão precisa e que sempre me instigava de alguma maneira. Eu sentia o mesmo sol que tu sentia. Eu olhava para as mesmas nuvens que você olhava. Nós apreciávamos as mesmas coisas. Eu te contava tudo e você também, éramos confidentes fiéis. Ao teu lado a sensação de estar protegida, era evidente. E os sonhos continuaram como aquelas lindas fotografias que tu costumava tirar e que acabou me mostrando o teu mundo tão bonito e sobretudo particular. Foi tudo mútuo desde o início. Eu que sempre selecionava tão rigidamente os que poderiam entrar no meu mundo o deixei entrar da forma mais rápida possível, com medo de perdê-lo de tão especial que ele era. E ele se encantou com tudo que descobriu, pelo menos foi isso que ele me fez entender então eu acreditava. E não havia nada mais importante do que estar junto dele que me fazia tão bem sem quase nenhum esforço, que me transportava para galáxias distantes e que me fazia enxergar tudo de maneira tão única.