sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Som no horizonte...


Tem um som do horizonte
ou digamos do centro.
Que às vezes é o som do trem
ou dos carros.
Eu não sei o que sinto
mas é algo que escuto desde pequeno.
Como se isso nunca evoluísse
ou nunca mudasse.
Tem um jeito de ser cinza
mas que limpa a minha vida.
Porque às vezes, eu deitado pela manhã
bem cedinho eu paro e fico escutando isso
tudo em silêncio.
Alguns levantam,
e outros continuam a dormir. 
Mas sempre o mesmo som
da cidade no horizonte em movimento.

por Joner

terça-feira, 26 de abril de 2011

Meu bem

As luzes apagadas, eu deitada e minha respiração me levando até outros dias dos quais eu não fiz questão de esquecer. Porque esquecer o que foi bom? Não há motivos. Não aceitei o erro, mas me disfarcei em contentamento. Às vezes a gente se submete. Lembro-me de tantas coisas que no inicio disse e que hoje vivo, lembro-me de quando me mostrou o céu através da tua janela, foi bonito te ver tão cuidadoso comigo e me mostrando que o simples era a felicidade. Sabe eu queria ter controle sobre situações, mas a tempestade quando chega, chega sem avisos prévios e assim me aconteceu. E eu não estava preparada, talvez eu nunca estivesse preparada, aliás, pois sobre essas coisas só mentirosos conseguem suportar, pois fingem felicidade. Mas eu assim como ‘ele’ só sei dizer a verdade e passar essa minha verdade. Se estou bem, todos conseguem me ler, se estou mal, nem eu sei o que fazer, então eu corro, fujo, e tento encontrar abrigo em quem sempre me conforta. E essa pessoa nos últimos dias ficou tão preocupada com minha situação que chegou a chorar comigo e me disse assim, simplesmente por dizer “Porque tu não fica feliz igual às outras meninas? Fica feliz por mim pelo menos. Me livra dessa tua dor. È que não suporto te ver mal.” Ao ouvir tais palavras meu coração gelou, não imaginava conseguir transmitir tambem meus sentimentos ruins, e acabei por abraçá-la e tentei dizer que ela não tinha nada a ver com a situação e que isso logo passaria, foi uma das cenas mais interessantes que eu já protagonizei. Depois, alguns dias se passaram e eu continuei com minhas paranóias, mas não demonstrei meus surtos e me contive. Havia a falta. Havia o desejo. Mas havia tambem a vergonha que era suficiente o bastante pra não mendigar atenção, mas eu sempre caia nesse episódio, porque eu sempre fui sozinha então às vezes mesmo involuntariamente dizia coisas idiotas e ele certamente conseguia entender, entender que era tudo muito recente ainda pra mim, e ele sabia tambem o quanto era difícil. Peculiar era ele e não eu. Ele era peculiar por ter sempre o domínio entre os dedos. E ter nos pensamentos a vontade bonita de ajudar. E certamente os vinte dias foram os mais felizes possíveis. E a fala interrompida era só um sinal, denunciando o fim. O fim talvez pra um começo mais bonito, meu bem.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Nota

Queria saber, o porquê das coincidências... Acontecem por alguns motivos e momentos inesperados, e quando nos envolvemos nas coincidências vemos que não podemos levar afundo isso, não que esteja fazendo mal, mas porque acontece do nada apenas. Sempre tive medo no começo e tentei avisar, mas me deixei levar, sinto tanta tristeza de não poder compartilhar e fazer tantas coisas que digo, não sou o ser mais perfeito mas apenas com dúvidas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Mudança

Tenho acordado cedo e dormido tarde. Mas não me sinto cansada. O cansaço foi embora, assim como alguns dos meus medos e toda uma bagagem de coisas negativas. Pois ele veio. Me trazendo o que eu já não acreditava que existia. Trouxe mudança pro meu coração. Me fez ser altruísta, mesmo eu tendo um certo egoísmo na alma.

“- Conversa mais um pouco comigo. Nem precisa dizer nada, só de olhar pro teu rosto já me contento, já fico feliz.”

E quando me perguntam sobre ti, eu digo tudo o que sei da forma mais bonita que sei, porque você é a minha novidade, você é quem faz o meu dia mais alegre, você é quem consegue arrancar de mim todos os sorrisos que eu nunca cheguei a dar, você tem isso de sempre conseguir me cativar, meu menino, que já é crescido e que tem a luz de todo o mundo e que mesmo sem perceber me traz um pouco dessa luz, se hoje eu sou ‘iluminada’ foi somente por tua culpa, culpa tão boa essa que poderia te agradecer todo o tempo se me fosse possível.

Os assuntos fluem naturalmente com você. Te escuto da forma mais atenta possível pra absorver, tudo aquilo que tu diz e eu perto de ti só me vejo crescer. Tudo o que sinto vem principalmente dos sentimentos bons e bonitos que tu me desperta.

Agora existem os planos. E se nós temos os planos à vida segue. E a espera é continua. Mas não é uma espera em vão, como tantas outras que já vivi, sei da diferença, conheço singularidades e te percebo assim. E quando a espera enfim terminar e nos encontrarmos realmente as coisas terão um significado maior e tudo vai ser melhor do que imaginamos a dimensão disso tudo se tornará mais grandiosa ainda, e teremos consciência do quanto a espera valeu a pena.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Nous Deux

Aquela tarde junto de ti, o sol e o leve vento passava pelos teus cabelos em um singelo dia de primavera. Planejávamos o próximo dia, sem esquecer de viver intensamente cada segundo daquele belo dia, as nuvens com seus formatos engraçados, sentados embaixo de uma pequena árvore de um campo florido. Contávamos as borboletas e os beija-flores, os pássaros cantando para seus filhinhos e você apontava para os sábias que voavam para os seus ninhos e nós ali olhando admirando toda uma beleza intocável. Éramos apenas dois diante de tanta simplicidade e harmonia, ela envolvida entre meus braços fazíamos juras para um futuro juntos, e nos amávamos naquele presente nunca esquecido por nós daquele dia em diante, fôssemos jovens ou velhos nossos nomes ainda estariam escritos no tronco daquela pequena árvore.

Toi et Moi

Todo aquele sol refletido no teu rosto e eu ali do teu lado, envolvida por teus braços. Sentia-me a guria mais feliz de todo o universo. Estar ali era tudo o que eu queria numa manhã tão quentinha quanto aquela. Eu era a tua garota. Eu tinha o teu sorriso. Eu tinha teus olhos, que já eram tão certos e que me transmitiam paz, leveza que só meninos raros possuem. Eu tinha tua mão, e a segurava todas as vezes que o medo vinha. Eu tinha tuas citações que escutava todas as vezes que me sentia sozinha. Eu tinha tua poesia, tua arte que era tão precisa e que sempre me instigava de alguma maneira. Eu sentia o mesmo sol que tu sentia. Eu olhava para as mesmas nuvens que você olhava. Nós apreciávamos as mesmas coisas. Eu te contava tudo e você também, éramos confidentes fiéis. Ao teu lado a sensação de estar protegida, era evidente. E os sonhos continuaram como aquelas lindas fotografias que tu costumava tirar e que acabou me mostrando o teu mundo tão bonito e sobretudo particular. Foi tudo mútuo desde o início. Eu que sempre selecionava tão rigidamente os que poderiam entrar no meu mundo o deixei entrar da forma mais rápida possível, com medo de perdê-lo de tão especial que ele era. E ele se encantou com tudo que descobriu, pelo menos foi isso que ele me fez entender então eu acreditava. E não havia nada mais importante do que estar junto dele que me fazia tão bem sem quase nenhum esforço, que me transportava para galáxias distantes e que me fazia enxergar tudo de maneira tão única.